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    2019-06-28

    Para finalizar focaliza-se o hospital, lócus de embate desta pesquisa, e recorre-se aos direcionamentos de Donadone, em estudo envolvendo consultores e gerentes no país. Afirma o autor que “[…] é possível visualizar um processo de guerra cultural onde MOG (35-55) visão financeira da empresa se encontra situada no quadrante do individualismo ativo”, na explicação da atuação dos consultores como intermediadores em um mundo gerencial, até então ocupado por gerentes. Ao converter este conceito para o hospital, tem-se que os contratos de gestão fornecem as metas, os índices a serem alcançados e estes são os resultados que os médicos precisam apresentar. Acatar o propósito é escolha dos médicos e pode ser conferido em seus discursos: “[…] o fato de sermos profissionais contratados (regime clt) implica que temos compromisso com os resultados, trabalhamos para uma empresa —põe-se os objetivos ao cargo pretendido, se aceita o desafio ou não” (médico 04). O foco médico nos resultados assemelha-se aos consultores na intermediação exercida. Vide: “[…] a gestão de um hospital por oss se assemelha do modelo privado, que é voltado para a obtenção de resultados mediante otimização de recursos” (médico 05). E as ferramentas gerenciais, as quais são exploradas com maior sagacidade que nos hospitais da administração direta para legitimar sua atuação no espaço em que ocorre o embate, é a forma de garantir que seus propósitos (leia-se projetos) sejam alcançados. A flexibilidade presente nos discursos da oss garante ao profissional da saúde (individual ou equipe, por meio da legislação pertinente, contratos, etc.) executar seu projeto e, ao considerá-lo finalizado, sua saída é certa, partindo para outro. Consta na descrição do Novo Espírito do Capitalismo de Boltanski e Chiapello, a respeito da Cidade por Projetos a explicação para essa movimentação: “Mas, como os projetos, por natureza, são temporários, a aptidão para desligar-se de um projeto e ficar disponível para novos elos conta tanto quanto a Rough ER capacidade de engajamento”. E ao concluí-lo, o médico se ‘engaja’ em outro, facilitado pelo mercado de trabalho ocupado. Insere-se neste engajamento a fala do agente, que reflete a ocupação do espaço “Possibilidade de trabalhar com pessoas na maioria da mesma instituição acadêmica” (médico 01). Complementa-se com a constatação de que os profissionais, em sua maioria, possuem outros vínculos na ‘rede’ de serviços da oss a qual optaram a pertencer. Assim, o que o sindicato declara como elevada rotatividade pode ser, em verdade, a opção do profissional em executar um novo projeto. Como observado ainda pela pesquisa o mundo gerencial faz-se presente nos hospitais da administração direta. A entrevista de um agente envolvido que declara que o hospital gerido por oss é “Ambiente de trabalho sem vieses da administração pública convencional” (médico 02), foi revelado também por Donadone em que os consultores identificavam este mundo como burocrata. As análises dos hospitais geridos por organizações sociais qualificadas e os hospitais da administração direta demonstraram que as ferramentas gerenciais estão à disposição de ambos. O que distingue é a forma como os hospitais mantidos utilizam-se delas na ges-tão que lhes é delegada.
    Colonialismo interno e inclusión subordinada del Estado La conformación del moderno Estado-nación en Chile significó la negación de las formas tradicionales de organización social de los pueblos originarios, lo que se tradujo en un ataque a la demodiversidad que, en palabras de Boaventura de Sousa Santos, significa la coexistencia de diferentes modelos y prácticas democráticas, la cual impone una forma única de gestión gubernamental, una estructuración social con un enérgico rechazo de la pluralidad sociocultural. Todas estas características también pueden ser conceptualizadas como relaciones de “colonialismo interno”.